Entrei no Casa Livre Restaurante com aquela sensação rara de quando a noite promete mais do que apenas um jantar. Luz baixa, conversas suaves ao fundo e a certeza de que cada prato seria uma pequena história servida à mesa.

O que torna tudo ainda mais especial é a mão por trás do projeto: a chef Paula Leitte, paraibana de Campina Grande, que passou por algumas das maiores cozinhas de São Paulo como D.O.M., UN e Charco, e hoje comanda o menu do Casa Livre com técnica e sensibilidade próprias. Paula é também empreendedora e mãe solo de gêmeas, levantando este restaurante tijolo por tijolo e imprimindo uma visão de liberdade, calor humano e alta gastronomia em cada detalhe. 

Começamos leve, quase sussurrando sabores. O crudo de robalo com tomate chegou em lâminas delicadas de barriga de peixe fresco, cobertas por tomate Débora ralado, azeite, sal e pimenta. Frescor absoluto, direto, elegante. Daqueles que limpam o paladar e abrem caminho para o que vem depois.

Na sequência, a segunda entrada trouxe mais contraste. Vinagrete de polvo com mussarela de búfala e laranja Bahia. Acidez precisa, doçura cítrica, textura macia do queijo e o polvo no ponto exato. Um prato vivo, colorido, que equilibra mar e horta no mesmo garfo.

A terceira foi o camarão na brasa que chega intenso e perfumado, com o defumado do fogo marcando cada mordida. A berinjela traz profundidade, o chili oil aquece de leve, o amendoim croca e o creme azedo equilibra com frescor. Uma entrada vibrante, que abre o apetite sem pedir licença.

Os principais começaram a ganhar corpo.

Primeiro, o robalo na brasa com gnocchi de batata doce laranja, rúcula e espuma de mexilhões. Defumado sutil, cremosidade envolvente, folhas frescas trazendo respiro. Conforto com técnica. Simples só na aparência.

Depois, o polvo com arroz socarrat, arroz bomba cozido em caldo de polvo e galinha, finalizado na brasa com aioli e coentro. Fundo tostado, sabor profundo, aquele perfume que fica na memória. Um prato intenso, cheio de personalidade, feito para comer devagar.

O terceiro principal chegou robusto, quase rústico. Assado de tira com mil folhas de tomate e coalhada da casa. Carne suculenta, tomate adocicado, acidez láctea equilibrando cada mordida. Força e delicadeza dividindo o mesmo espaço.

E quando parecia que nada mais poderia surpreender, veio o final.

A sobremesa fechou a noite com elegância. Mousse de chocolate com compota de laranja Bahia e crumble. Amargor, cítrico e crocante em camadas. Leve, intensa e precisa, como toda boa despedida deveria ser.

Há jantares que alimentam, outros ficam e esse ficou.

Casa Livre
📍Av. Sapé, 370 – Manaíra

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