Participar dos encontros da ABS Paraíba é sempre mais do que uma degustação. É uma oportunidade de aprofundar o olhar, ajustar o paladar e entender como cada detalhe influencia a experiência com o vinho.

Dessa vez, tive a satisfação de participar de uma aula dedicada à análise sensorial, conduzida em um ambiente que convida à atenção aos detalhes. Entre teoria e prática, fomos guiados por diferentes estilos de vinho que ajudaram a traduzir, na taça, conceitos como acidez, textura, estrutura e persistência aromática.

Ao longo da noite, cinco rótulos revelaram diferentes territórios, métodos de elaboração e expressões de uva.

Dois espumantes brasileiros abriram a experiência

O primeiro foi o Garibaldi Prosecco, elaborado na Serra Gaúcha pelo método Charmat. Na taça, mostrou coloração amarelo-palha com reflexos esverdeados e um perlage elegante. Aromas delicados de pera, marmelo e um toque cítrico antecipavam um paladar cremoso, equilibrado e refrescante. Um espumante que mostra bem a consistência que o Brasil vem alcançando nesse estilo.

Em seguida, provamos o Go Up Espumante Brut, 100% Chardonnay também da Serra Gaúcha. Mais aromático e expressivo, revelou notas de flores brancas, mel e physalis. Em boca, trouxe volume, frescor e um final longo que mostrou grande versatilidade gastronômica.

A viagem seguiu para Portugal

O Aveleda Loureiro trouxe uma expressão clássica da região dos Vinhos Verdes. De cor verde-limão pálido, apresentou aromas de flor de sabugueiro e camomila, com nuances cítricas que lembram folha de lima. No paladar, a mineralidade se destacou, acompanhada por notas de meloa e maracujá e um final vibrante e crocante. Um vinho que mostra como frescor e elegância podem caminhar juntos.

A intensidade chegou com Mendoza

O quarto vinho foi o Prófugo Malbec, produzido em Mendoza pela Casa La Primavera. Com cor rubi profunda e reflexos violáceos, revelou aromas clássicos da variedade: violetas, frutas vermelhas maduras, ameixa e discretas notas de cacau. Na boca, mostrou taninos maduros, textura aveludada e um final persistente que confirma o estilo encorpado e sedutor dos Malbecs argentinos.

E o encerramento voltou ao Brasil

Finalizamos com o Zanotto Merlot, da Vinícola Campestre, na Serra Gaúcha. Um Merlot de cor vermelho-granada que revelou aromas de frutas vermelhas, cassis, especiarias e notas de baunilha e chocolate. Em boca, mostrou equilíbrio entre acidez e estrutura, com taninos aveludados e boa persistência.

Mais do que provar vinhos, a experiência mostrou algo importante: entender vinho muda completamente a forma como percebemos cada taça. Quando prestamos atenção aos aromas, à textura, à evolução no paladar e ao equilíbrio entre acidez, álcool e taninos, cada gole passa a revelar muito mais do que apenas sabor.

É exatamente esse tipo de encontro que amplia repertório, aprofunda conhecimento e transforma degustação em descoberta.

Porque no final das contas, vinho é isso: cultura, conversa e a capacidade de transformar uma noite comum em uma experiência memorável.
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